1ª SEMANA: CAMINHAR NA FÉ (26-02-04)
1. Introdução Encontramo-nos aqui reunidos a fim de nos prepararmos para a celebração da Páscoa. Para os cristãos, a Páscoa é a celebração do momento chave do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo. Se, por hipótese, imaginássemos que Cristo tivesse continuado morto, o cristianismo nem sequer existiria. Como acontece com o Natal, a Páscoa é precedida de um longo período preparatório. Durante este período, revivem-se os factos que levaram Cristo a ser perseguido, preso, crucificado, morto e sepultado. Como a própria palavra indica, a este período de quarenta dias de preparação dá-se o nome de Quaresma. A Páscoa é, acima de tudo, a celebração da passagem de Jesus Cristo «deste mundo para o Pai» (cf. Jo 13,1). E, por isso mesmo, se o cristão celebrar a sério esta passagem, então a Páscoa é para ele passagem «das trevas para a luz» (cf. 1Jo 1,5-6), da maneira de ver deste mundo para uma nova maneira de ver, da morte para a vida. Para os israelitas, a Páscoa era - e continua a ser - a comemoração da da opressão dos egípcios para a liberdade operada pelo poder de Javé. Para o cristão, a Páscoa é a libertação da opressão do Mal, representado pelo Demónio, que é o inimigo de Deus. Celebrar, porém, a Páscoa de Cristo apenas como um acontecimento do passado não tem sentido senão histórico. Ora, com a celebração da Páscoa, pretende-se muito mais do que isso. Pretende-se reviver os acontecimentos da sua paixão, morte e ressurreição, aplicando-os à própria vida do cristão. Quanto mais se reviverem esses acontecimentos, tanto mais intensamente se celebra a Páscoa. O cristão tem que acreditar, ou seja, tem que aceitar vitalmente a pessoa deste Cristo que não duvida entregar-se à morte por ele. O cristão tem que aproveitar esse facto e, com Cristo, procurar renascer para uma vida nova. Para isso, o cristão faz uma preparação, criando um clima especial, que é precisamente a Quaresma. Com a leitura de textos bíblicos apropriados, com a oração feita a partir da própria Palavra de Deus, com cânticos vários e pedaços de filmes condizentes com o tema, vamos, pois, criar um ambiente que não seja apenas mais um facto social, mas sim uma vivência. Fica então expresso o desejo que esta preparação seja já, de alguma forma, uma vivência da Páscoa de Cristo.
2. Pai-nosso (cantado pelo Frei Hermano da Câmara)
Um discípulo disse a Jesus: «Senhor, ensina-nos a rezar!». Jesus respondeu-lhe: «Eis como deveis rezar»:
Pai nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso Reino. Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Ámen. (Mt 6,9-13; cf. Lc 11,1-2)
3. Leitura (Lc 18,31-43): Cura do Cego de Jericó
Tomando os Doze consigo, Jesus disse-lhes: «Olhai, vamos subir agora até Jerusalém e vai cumprir-se tudo o que foi escrito pelos profetas acerca do Filho do Homem: ele vai ser entregue aos gentios, vai ser escarnecido, maltratado e coberto de escarros. E, depois de o açoitarem, vão dar-lhe a morte. Mas, ao terceiro dia, ressuscitará». Os Doze, porém, nada entenderam disso. Aquela linguagem era incompreensível para eles e não entendiam o que lhes dizia. Quando se aproximavam de Jericó, estava um cego sentado a pedir esmola à beira do caminho. Ouvindo a multidão que passava, perguntou o que era aquilo. Disseram-lhe então que era Jesus de Nazaré que ia a passar. Então ele bradou: «Jesus, Filho de David, tem misericórdia de mim»! Os que iam à frente repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim»! Jesus parou e mandou que lho trouxessem. Quando o cego se aproximou, Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça»? Ele respondeu-lhe: «Senhor, que eu veja»! Jesus disse-lhe: «Vê. A tua fé te salvou». E, naquele mesmo instante, ele recobrou a vista e seguia-o, glorificando a Deus. E todo o povo, ao ver isto, deu louvores a Deus.
4. Explicação/comentário
5. Cântico: Caminha, povo de Deus (com acompanhamento de vídeo)
Refrão: Caminha, povo de Deus, caminha povo de Deus. O Senhor é teu caminho, o pastor que te conduz. Caminha, povo de Deus, que Deus será a tua luz.
1. Ergue os olhos ao céu e contempla, suspenso, Jesus, vida gerada na morte, novos homens, nova luz. Cristo salvou os homens pela morte e ressurreição. Do seu sangue derramado nasce a nova criação.
2. Cristo carrega na cruz o pecado e a maldição. Morrendo Ele por amor, traz ao mundo a redenção. Dá-nos a paz e o amor, a alegria do seu perdão. A tudo dá nova vida; nasce a nova criação.
3. Céus e terra proclamam que a vitória nos vem da cruz. Nela mostrou seu amor e a todos salvou Jesus. Povo escolhido de Deus, vive e canta a redenção. Cristo por nós dá a vida; nasce a nova cristão.
6. Filme: Maria de Nazaré (parte a escolher)
7. Conclusão/oração (baseado no salmo 51)
Ó Deus, como és bom! Pela tua bondade, tem compaixão de mim! Pela tua grande misericórdia, perdoa o que em mim está errado. Tira de mim toda a iniquidade. Sim, purifica-me dos meus vícios. Eu reconheço que nem sempre sou como devo ser. É verdade, reconheço que tenho culpas no mal que faço. Reconheço que tudo isto contrasta com a tua bondade. Até me envergonho de me pôr diante de ti. O meu comportamento não é digno da tua bondade comigo... Ensina-me a ser sábio bem lá no fundo do coração. Peço-te que me purifiques para ficar mais branco do que a neve. Não olhes para os meus pecados, mas apaga todas as minhas culpas. Ó meu Deus, cria em mim um coração puro. Renova a minha fé e dá firmeza ao meu espírito. Senhor, faz com que eu não me afaste da tua presença. Peço-te que o teu espírito esteja sempre próximo do meu coração. Que eu descubra a alegria de sentir que tu me salvas... Senhor, que eu aprenda a não ter vergonha de anunciar o teu louvor. Ajuda-me a aprender e a seguir os teus caminhos. |
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2ª SEMANA: DA MORTE À GLÓRIA (04-03-04) 1. Introdução A «Ressurreição de Jesus» constitui o centro e a pedra angular da pregação dos primeiros cristãos, logo desde o início, a começar pelos Apóstolos. Di-lo S. Paulo muito claramente: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados. Por conseguinte, aqueles que morreram em Cristo, perderam-se. Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou de entre os mortos» (1Cor 15,17-20ª). A ressurreição de Jesus é, pois, fundamental. Mas isso também significa que, se ressuscitou, Ele morreu, depois de ter sido submetido a sofrimentos atrozes e a um suplício horrível e ignominioso. Se é certo que venceu a morte e o pecado, também é certo que o fez submetendo-se Ele mesmo à morte e aceitando sobre os seus ombros todo o peso do pecado. Todos temos dificuldade em aceitar o facto de Cristo ter passado pelo que passou para nos salvar. Mas não somos apenas nós. Também os Apóstolos, que privaram de perto com Ele, não o conseguiram completamente, senão após se ter verificado o facto da ressurreição. E, mesmo assim, como nos diz o Evangelho, antes de Jesus subir ao céu, alguns deles ainda duvidavam. Nem a antecipação da glória de Jesus – também conhecida por Transfiguração – conseguiu vencer as barreiras que os apóstolos sentiram para se dar conta do que se passou durante a Paixão e Morte de Jesus. Mas, apesar desses momentos trágicos e de aniquilamento, aquele Jesus era, de facto, um homem especial e a sua morte está relacionada com factos e circunstâncias que ainda hoje fazem reflectir. É, por exemplo, o caso de todos os exames a que tem sido sujeito, através dos tempos, o lençol em que Ele foi envolto. Apesar de se revestir de linguagem um pouco técnica, parece-me um privilégio poder seguir o documentário que foi feito, há vários anos, para demonstrar que esse lençol não é um lençol qualquer. É certo que hoje já há novos dados que confirmam ainda mais as características especiais da Síndone, mas o documentário em apreço é já motivo mais que suficiente de reflexão.
2. Cântico: Errante vou, sou peregrino
Errante vou, sou peregrino, como estrangeiro, buscando o lar. Encontrei Deus no meu caminho: conforto e paz me veio dar.
Refrão: Unido a Deus em aliança, o novo povo caminhará, lutando aqui pela esperança dum mundo novo que enfim virá.
Já vejo o fim do meu caminho: a minha pátria, Jerusalém! Já não me inquieta o meu destino, pois no Senhor pus minha fé.
3. Leitura (Lc 9,24-36; Rm 8,31-34) Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perde ou se condena a si mesmo? Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, dele se envergonhará também o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos. E asseguro-vos uma coisa: alguns dos que estão aqui presentes não experimentarão a morte enquanto não virem o Reino de Deus. Uns oito dias depois de ter pronunciado estas palavras, levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu a um monte para orar. Enquanto estava a orar, o aspecto do seu rosto modificou-se e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias. Estes, aparecendo rodeados de glória, falavam da morte dele, que ia acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono. Mas, despertando, viram a glória de Jesus e também os dois homens que estavam a conversar com Ele. Quando esses homens iam a separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para Ti, uma para Moisés e outra para Elias». Mas não sabia o que estava a dizer. E, enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os encobriu. Quando entraram na nuvem, ficam atemorizados. Veio então da nuvem uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o!». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto. Que mais havemos de dizer? Se Deus é por nós, quem pode estar contra nós? Ele, que nem sequer poupou o seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não havia de nos oferecer tudo juntamente com Ele? Quem é que irá acusar os eleitos de Deus? Deus é quem nos justifica! Quem irá condená-los? Jesus Cristo, aquele que morreu – mais, que ressuscitou e que está à direita de Deus – é quem intercede por nós. 4. Explicação/comentário
5. Cântico: Bom Pastor (Frei Hermano da Câmara)
Jesus disse: Quem de vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se havia perdido, até encontrá-la?... Eu sou o Bom Pastor (Jo 10,11; cf. Lc 15,4).
«De todos os homens Eu sou o Senhor. Das minhas ovelhas sou o Bom Pastor. A todas conheço e chamo a sós e elas se apressam a ouvir minha voz!
Às doentes e fracas Eu hei-de curar; às que andam dispersas Eu hei-de juntar. E assim Eu farei no meu grande amor surgir um rebanho e um só Pastor.
Voltai para Mim vós quantos sofreis. Em meu coração a paz achareis. É leve e suave meu jugo de amor. É feito de luz o peso da cruz.
(Frei Lourenço Moreira da Silva, O.S.B.)
6. Filme: Segredo dum mistério (Sudário de Turim)
7. Conclusão/oração (baseada no salmo 27)
O Senhor é minha luz e minha salvação. De quem terei medo? O Senhor é o baluarte da minha vida. Quem me poderá assustar? Quando os maus avançam contra mim para me fazer mal, não terei medo, porque são eles que resvalam e caem. Mesmo que um exército inteiro me cerque, o meu coração não teme. Mesmo que me declarem guerra, mesmo assim terei confiança. Uma só coisa peço ao Senhor e por ela anseio ardentemente: habitar na sua casa todos os dias da minha vida… No dia da adversidade, Ele abrigar-me-á na sua tenda e colocar-me-á em lugar seguro, como o são os rochedos… Ouve, Senhor, a voz da minha súplica. Sim, tem compaixão de mim e responde aos meus pedidos. O meu coração bate por ti e os meus olhos andam à tua procura. Ó Senhor, não desvies de mim o teu rosto nem te afastes de mim. Tu és o meu amparo. Por isso não me rejeites nem abandones. Mesmo que o meu pai e a minha mãe me abandonassem, o Senhor nunca deixaria de me acolher e aceitar. Creio firmemente poder vir a contemplar a bondade do Senhor na terra dos vivos.
Aceita, ó Pai, o grito do teu Filho Jesus Cristo que, para estabelecer uma nova e eterna aliança, se tornou obediente, até à morte, e morte de cruz. Faz com que, nas provas da vida, eu participe intimamente na sua paixão redentora, para ter a fecundidade da semente que morre e para ser acolhido como tua messe no Reino dos céus.
(cfr. Colecta do V Domingo da Quaresma) |
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1. Introdução «Jesus Cristo, que é de condição divina, como que prescindiu do seu direito de se considerar igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz» (Fl 2, 6-8). É com estas palavras que S. Paulo, escrevendo aos cristãos da cidade de Filipe, nos diz, sem margem para dúvidas, que Jesus Cristo assumiu plenamente a condição humana, indo até às últimas consequências nas opções, nas escolhas, que foi fazendo no seu dia-a-dia. E isso diz respeito até às coisas mais simples da existência, de que Ele se serviu para estar com os seus discípulos e com as outras pessoas. Por outras palavras, serviu-se das coisas mais simples para comunicar as coisas mais sublimes. Não se tratou apenas de se sujeitar à condenação mais indigna e à paixão e morte mais ignominiosas. Tratou-se também de dar a entender aos seus, com gestos simples e cheios de significado, o sentido da sua pessoa e daquilo que os seus discípulos podiam esperar. Para poder continuar connosco após a demonstração suprema da paixão e morte, Jesus inventou a Eucaristia. E, para isso, quis servir-se de alguns elementos da natureza, que simbolizam a vida e representam o essencial duma refeição: o pão e o vinho. A maneira que Ele escolheu para viver na nossa vida foi a de se dar em alimento através do pão e do vinho. Fazer Páscoa é tomar consciência também desta realidade de Jesus que quer viver sempre connosco através da Eucaristia. 2. Bodas de Caná (Frei Hermano da Câmara)
Uns dias mais tarde, realizou-se um casamento em Caná da Galileia. Jesus, a sua Mãe e os discípulos foram convidados para as bodas... (cf. Jo 2,1-2).
Num pomar de altas nogueiras e romãzeiras meãs, há cinco tardes inteiras e há seis formosas manhãs, os convidados da boda - pé ligeiro, olhar ardente - vá de roda, vá de roda, bailam sacudidamente.
Bailam sacudidamente, pé ligeiro, olhar ardente, vá de roda, vá de roda, vá de roda toda a gente.
Noivo: Tu és linda e trigueirinha Minha amada, amiga minha, Como as tendas de Cedar... És morena, mas formosa, Mais esbelta que uma rosa, Toda cheia de luar...
Noiva: Foi o sol abrasador que me fez assim trigueira, que mudou a minha cor. Foi o sol abrasador, foi o sol, deixou-me assim! - E também uma fogueira, toda abrasante de amor, que trago dentro de mim.
Noivo: Para que o meu desejo te persiga, deita a fugir e a rir, amada minha, por entre os campos onde o trigo espiga, onde verdeja alegremente a vinha.
Deita a correr por todo o vale em flor, sobe, às risadas, a colina bela. Eu serei o caçador e tu, fugindo, a gazela.
Noiva: Que no teu ombro a minha fronte deite, pois já de amor eu desfaleço e ardo, favo de mel e ânfora de leite, urna de incenso e cinamomo e nardo!...
Noivo: Deita a correr por todo o vale em flor, sobe, às risadas, a colina bela.
Noiva: Tu serás o caçador
Noivo: E tu, fugindo, a gazela...
Um conviva: Dize-nos, Senhor, Quem brinca e canta e ri, é pecador?
Jesus: A filha predilecta da virtude em verdade vos digo, é alegria...
O que é pecado e negra perdição, que pagará, com juros, alma e língua, é que os menos tenham pão e que os demais tenham míngua...
Quem reparta com carinho por quem for necessitado o seu pão e o seu vinho, viva alegre e descuidado...
Virgem Maria: Olhai, Filho e Senhor, não têm vinho!
Jesus: Mãe, que me vai nisso a ti e a mim? Não é chegada ainda a minha hora...
Virgem Maria: Fazei o que Ele disser.
Jesus: Enchei as talhas maiores, todas de água, até ao cimo.
Serventes: Donde vem, donde vem este bom vinho? Ninguém sabe, mas o vinho sabe bem! Sabe-o Deus, sabe-o Deus, e sabemos nós também, que Jesus de Nazaré transformou a água em vinho pr'agradar a sua mãe!
(Augusto Gil)
3. Leitura (Lc 22,1-2.7-20) Aproximava-se a festa dos Ázimos, chamada Páscoa. E os sumos-sacerdotes e doutores da Lei procuravam maneira de fazer desaparecer Jesus, mas temiam o povo. E chegou o dia dos Ázimos, em que se devia sacrificar o cordeiro. Então, Jesus enviou Pedro e João dizendo-lhes: «Ide preparar o necessário para comermos a ceia pascal». Eles perguntaram-lhe: «Onde queres que a preparemos»? Ao que Jesus lhes disse: «Ao entrardes na cidade, virá ao vosso encontro um homem transportando uma bilha de água. Segui-o até à casa onde ele entrar e dizei ao dono da casa: «O Mestre manda perguntar onde é a sala em que há-de comer a ceia pascal com os seus discípulos». Ele mostrar-vos-á uma grande sala mobilada, no andar de cima. Fazei aí os preparativos. Eles partiram e encontraram tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa. Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os Apóstolos. E disse-lhes: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer. Digo-vos uma coisa: já não voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus». Tomando então uma taça, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira até chegar o Reino de Deus». Tomou então o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em minha memória». Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice dizendo: «Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós». 4. Explicação/comentário
5. Cântico: Não podemos caminhar (124)
Refrão: Não podemos caminhar, com fome e sem amor: dá-nos sempre deste pão: teu corpo e sangue, Senhor.
1. Comamos todos deste pão, que o Pai do céu nos dá; pão que a todos nos traz força e luz no longo caminhar.
2. Nós somos peregrinos teus. Senhor, vamos a ti na alegria de encontrar a paz que não há-de ter fim.
3. O povo, em marcha para Deus, caminha rumo à paz; a esperança de chegar a ti é bálsamo na dor.
4. Quem come o Corpo de Jesus, a vida tem em si: viverá pelo Senhor na fé, na esperança e no amor.
5. Unidos, nós queremos ser sinal do teu amor. Nós iremos, pelo mundo além, teu Reino anunciar.
6. Filme: Última Ceia, traição e julgamento (Zeffirelli, 4º disco)
7. Conclusão/oração (baseada no salmo 103
Bendiz, ó minha alma, o Senhor. Todo o meu ser louve o seu santo nome. Bendiz, ó minha alma, o Senhor. Não esqueças nenhum dos seus benefícios. É Ele quem perdoa as minhas culpas e cura todos os meus males. É Ele quem me resgata do medo do túmulo e me enche de graça e de ternura. É Ele quem cumula de bens a minha existência e alegra a minha vida. O Senhor defende com justiça o direito dos oprimidos. O Senhor é bom e compassivo, paciente e cheio de amor. Ele não está sempre a repreender-me nem me trata segundo o que mereço. Como um pai tem pena dos filhos, assim o Senhor se compadece de mim. Ele sabe de que somos formados e sabe que somos fracos e frágeis. O amor do Senhor é eterno para com todos os que o respeitam e a sua justiça e bondade chegam a todas as gerações. Eu quero bendizer o Senhor juntamente com todos os seus anjos. Ó Senhor Jesus que, através do teu Corpo e Sangue, quiseste humilhar-te até às últimas consequências, de tal forma que te pudesse fazer todo meu e inclusivamente te pudesse tratar mal, eu te agradeço por tanta bondade e por fazeres com que eu possa alimentar-me com o que é a tua própria vida. Para que eu possa ter vida e tê-la em abundância – porque quem come a tua carne e bebe o teu sangue tem a vida eterna – tu não duvidas em sujeitares-te à paixão e à morte as vezes que for preciso. Obrigado por tudo e também por me teres garantido que, quando estivesses junto do Pai, rezarias pelos teus Apóstolos e também por todos aqueles que, através deles, acreditassem em Ti; e, portanto, também por mim.
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1. Introdução Jesus previu que seria motivo de dúvidas e de escândalo até para os seus discípulos. E isso nota-se dum modo particular nos momentos em que eles, apesar das provas e dos avisos, abandonam o Mestre quando, humanamente falando, Ele mais precisava da sua ajuda e companhia. Os momentos em que isso se torna mais evidente são a Agonia no Horto das Oliveiras, a prisão, o julgamento, a paixão e a morte. E hoje, Ele continua a ser essa «pedra de escândalo», na medida em que não é nem se manifesta exactamente como as pessoas estão à espera. Essa diferença entre os pensamentos de Deus e os pensamentos dos homens não são exclusivos destes momentos terríveis da sua paixão e morte. Já o profeta Isaías se referia a este assunto quando afirmava: «Os meus planos não são os vossos planos, os vossos caminhos não são os meus caminhos». Jesus nasce, vive e opera não da forma normal que as pessoas julgam. Nasce na pobreza, vive escondido durante trinta anos e não se parece nada com o Messias poderoso que as pessoas esperavam. Mas é esse o Messias, e não outro. Também a imagem Jesus nos dá do Pai é diferente do que talvez possamos julgar. Felizmente – é preciso acrescentar. Mal seria de nós se Ele fosse como nós o fazemos! Um dos quadros mais comoventes que Jesus nos faz do Pai é representado pela Parábola do filho pródigo, que seria melhor passar a chamar Parábola do Pai Misericordioso, porque, na realidade, o protagonista é o Pai Misericordioso e não propriamente o filho pródigo que fugiu de casa nem o filho mais velho que ficou em casa. O pai dessa Parábola é alguém que não segue a lógica dos homens. É alguém que está sempre à espera que chegue o filho que tinha abandonado a casa paterna. É um pai que não descansa enquanto não vê chegar ao longe o filho que perdera. Também o Homem da Paixão não entra nos nossos esquemas, porque nós gostaríamos que se manifestasse de forma forte e extraordinária. Mas Ele vence através do sofrimento e da morte e o que nós temos que fazer é procurar compreender esse facto o melhor possível.
2. Cântico: Somos um povo que caminha
Refrão: Somos um povo que caminha e juntos caminhando, podemos alcançar outra cidade onde há justiça, sem penas nem tristezas, cidade onde há paz. |
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1. Leitura (Lc 15,1-3.11-32):
Aproximaram-se de Jesus todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus então propôs-lhes esta parábola. Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: «Pai, dá-me a parte dos meus bens que me corresponde». E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para um terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía numa vida dissoluta. Depois de gastar tudo, houve uma grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então foi colocar-se ao serviço dum dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Em desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, o jovem disse: «Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros. E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu depressa a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. O filho disse-lhe: «Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho». Mas o pai disse aos seus servos: «Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado». E a festa começou. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: «O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo». Encolerizado, não queria entrar. Mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. Respondendo ao pai, disse-lhe: «Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo». O pai respondeu-lhe: «Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos que fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado». 2. Explicação/comentário
3. Cântico: O Senhor é meu Pastor (132)
Refrão: O Senhor é meu Pastor: nada me pode faltar |
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4. Filme (Passio)
5. Conclusão/oração Ó Jesus, dá-me a capacidade de aceitar cruzes pesadas, sem me deixar esmagar. Dá-me a capacidade de não odiar, de não viver em angústia, de não me vingar. Ó Jesus, que eu não seja juiz desapiedado de quem erra. E quem não erra? Ó Jesus, dá-me a graça de sentir a tua presença quando me vejo por terra. |
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1. Introdução A insistência na paixão e morte de Cristo pode incutir em nós uma sensação de tristeza e abatimento e levar-nos a alimentar um sentimento de impotência e fragilidade que pode ter consequências negativas para a nossa vida. Perante o sofrimento, a derrocada e o aparente triunfo do mal, podemos cair na tentação de baixar os braços e de desistir. Não podemos, porém, esquecer que se, por um lado, Jesus Cristo é perfeitamente homem, nesse homem está a trabalhar o poder de Deus e, por isso, o que é aparentemente falhanço e derrota tem que ter um sentido. Há, de resto, no meio do sofrimento e da derrota, clarões de luz que nos iluminam o caminho e nos abrem perspectivas que vão para além desta visão sombria e catastrófica de alguém que parece apenas destinado à derrota e ao aniquilamento. Para que esse sentimento de total fraqueza nos não invada, há o momento da Transfiguração, que já nos passou diante dos olhos, e também o momento da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Ele é acolhido como Rei pela multidão e essa imagem deve ajudar-nos a não esquecermos que Ele é mesmo Rei, até quando aparentemente não passa dum vulgar ser humano amassado em dor e fragilidade e que morre como um criminoso. Rei não à maneira dos homens, que mandam os seus súbditos morrer para a frente da batalha, mas um Rei que vai ele mesmo morrer pelos seus súbditos. Temos que aprender a descobrir nesse homem das dores, nesse homem da cruz, Aquele que, sendo um e único com o Pai, aceitou essas dores e essa cruz como preço pelos males que deveríamos ser nós a pagar.
2. Cântico (Frei Hermano da Câmara: Paixão)
3. Leitura (Mt 20, 17-19; 21,1-11) Ao subir para Jerusalém, Jesus, pelo caminho, chamou à parte os Doze e disse-lhes: «Vamos subir até Jerusalém e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos-sacerdotes e aos doutores da Lei, que o vão condenar à morte. Hão-de entregá-lo aos pagãos, que o vão escarnecer, açoitar e crucificar. Mas Ele ressuscitará ao terceiro dia». Quando já se aproximavam de Jerusalém, chegaram a Betfagé, junto ao Monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos dizendo-lhes: «Ide à aldeia que está em frente de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e, ao pé dela, um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei-lhe que o Senhor precisa deles e ele logo os deixará ir» … Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes tinha mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram as suas capas sobre eles e Jesus sentou-se em cima. Uma grande multidão estendia as suas capas no caminho. Outros cortavam ramos das árvores e espalhavam-nos pelo chão. E todos, quer os que iam à sua frente, quer os que o seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas»! Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou alvoroçada, de maneira que perguntavam: «Quem é este?». E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré, da Galileia».
5. Explicação/comentário
6. Cântico: Povo teu somos, ó Senhor!
Refrão: Povo teu somos, ó Senhor, Pois Tu nos libertaste, Pela palavra e pelo amor Com que nos resgataste.
7. Filme: O Homem da Cruz
7. Conclusão/oração (baseada no salmo 130)
Do fundo do abismo, clamo a ti, Senhor! Olha, Senhor, ouve a minha prece. Que os teus ouvidos estejam atentos à voz da minha súplica. Se tiveres em conta os meus pecados, como é que posso resistir? Só que sei que em ti posso encontrar o perdão. Sim, espero sinceramente no Senhor. A minha alma confia plenamente na sua palavra. Eu volto-me para o Senhor como a sentinela para a aurora. Ele é duma misericórdia e bondade infinitas. Por isso, estou confiante que me livrará de todos os pecados.
Senhor Jesus Cristo, Tu passaste pelo nosso caminho para nos libertar. Tu, pela vida e pelo exemplo, deste-nos a mensagem mais linda que há no mundo: a de que o amor é que liberta. Mais ainda: Tu provaste, ao entregar a tua vida, esse imenso amor. E, ao ressuscitar, anunciaste-nos que, além da libertação do mal, do egoísmo e do sentido redentor do sofrimento, seremos libertados também da morte. Sim, Senhor Jesus Cristo, acreditamos que ressuscitaremos para uma vida eterna e feliz. Jesus, ao preparar-nos para esta alegria, ajuda-nos a viver o amor que liberta. Jesus Cristo, acreditamos que, tendo morrido por nosso amor, ressuscitaste e estás em nós, connosco e no meio de nós. Por isso, te dizemos, juntamente com o Pe. Zezinho: Jesus Cristo é meu Senhor, eu creio nele; Eu creio nele e vou viver como Ele quer. Jesus Cristo é meu Senhor, eu acredito; Eu acredito e vou anunciar isso aonde puder! Jesus Cristo é meu Senhor e meu Caminho, minha Verdade, minha Vida e meu Porquê. |
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1. Introdução Nunca é demais insistir no facto de que a Paixão e Morte de Cristo não teriam passado dum acontecimento como outro qualquer se não tivesse havido Ressurreição. Recordemos aqui o que já foi dito num encontro anterior: «Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé e, assim, ainda permanecemos nos nossos pecados. Por conseguinte, se fosse assim, os que morressem em Cristo, perder-se-iam à mesma. Se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, então somos os mais miseráveis de todos os homens» (cf. 1Cor 15, 17-19). A contemplação do mistério de Cristo deve situar-se na Paixão-Morte-Ressur-reição como um todo. Os exageros são de evitar em qualquer dos sentidos. Houve tempos em que a Cruz foi de tal modo exaltada que quase se esqueceu que Aquele que nela foi cravado ressuscitou. Por outro lado, também há o perigo de acentuar de tal maneira a Ressurreição que se esquece que o ressuscitado, para chegar à vitória, teve que passar pela paixão e morte. O espírito deste encontro/reflexão é precisamente lembrar-nos esta dinâmica de sofrimento e de vitória. Este conceito é realçado, de forma exemplar, por S. Paulo quando, ao escrever aos cristãos de Corinto, diz: «Transmiti-vos, em primeiro lugar, o que eu próprio recebi; ou seja, que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; apareceu a Pedro e depois ao Doze. Em seguida, apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma só vez… Depois, apareceu a Tiago e, a seguir, a todos os Apóstolos» (cf. 1Cor 15,3-7). O facto determinante para a fé na Ressurreição, depois da Paixão e Morte, é o reconhecimento de que Aquele que aparece em várias circunstâncias aos apóstolos e a outros é precisamente o mesmo Jesus que morrera sob Pôncio Pilatos. E esse reconhecimento pode ser feito, mesmo que não se tenha sido testemunha directa. Basta acreditar naqueles que foram testemunhas. É por isso que S. João diz quase no fim do seu Evangelho: «Felizes os que acreditam, apesar de não terem visto» (cf. Jo 20,29b). 2. Cântico: Confia a minha alma no Senhor
Refrão: Confia a minha alma no Senhor Nele está a minha esperança.
3. Leitura (Is 50,5-9ª; Fl 2,6-11) O Senhor Deus ouviu-me os ouvidos e eu não resisti nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que arrancavam a barba. Não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor Deus veio em meu auxílio. Por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado. O meu defensor está junto de mim. Quem poderá levantar-me um processo? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresenta-se quem tiver qualquer coisa contra mim. O Senhor Deus vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus. Mas, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos – os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra – e para que toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. 4. Explicação/comentário
5. Cântico: Morte de Jesus (Frei Hermano da Câmara)
Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram Jesus e com Ele dois malfeitores: um de cada lado e Jesus no meio (cf. Jo 19,18).
Jesus: Pai, perdoai-lhes que não sabem o que fazem (Lc 23,34).
Povo meu, povo meu, que te fiz eu? Que mal te causei? Em que te contristei? Ah, povo meu, povo meu, não me dirás? (cf. Miq 6,3). Que mais devia fazer-te e não fiz?
Ó, minha vinha escolhida que eu próprio plantei, como a mais bela das vinhas, como te tornaste amarga. Crucificas-me e libertas Barrabás.
Coro: Deus Santo! Deus Forte! Deus imortal! Tende piedade de nós!
Jesus: Mãe, eis o teu filho... João, eis a tua mãe (Jo 19,26)
Povo meu, povo meu, que te fiz eu? Que mal te causei? Em que te contristei? Ah, povo meu, povo meu, não me dirás? (cf. Miq 6,3).
Tenho sede! (Jo 19,26).
Dei-te a beber água saída do rochedo e tu deste-me a beber fel e vinagre. Dei-te o ceptro real e tu deste-me uma coroa de espinhos.
Coro: Deus Santo! Deus Forte! Deus imortal! Tende piedade de nós!
Jesus: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? (Mc 15,34).
Povo meu, povo meu, que te fiz eu? Que mal te causei? Em que te contristei? Ah, povo meu, povo meu, não me dirás? (cf. Miq 6,3).
Abri o mar diante de ti e tu abriste-me o peito com a lança. Elevei-te acima dos povos e tu suspendeste-me no patíbulo da cruz.
Mau ladrão: Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós! (Lc 23,39).
Bom ladrão: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu Reino (Lc 23,42).
Jesus: Hoje mesmo, estarás comigo no Céu (Lc 23,43).
Coro: Deus Santo! Deus Forte! Deus imortal! Tende piedade de nós!
Jesus: Tudo está consumado (Jo 19,30. Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23,46).
6. Filme: Jesus de Nazaré (diapositivos)
7. Conclusão/oração (baseada no salmo 22)
Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Meu Deus, clamo por ti durante o dia e não me respondes? Mas Tu és o Santo e habitas na tua glória. E quem sou eu? Os nossos pais confiaram em Ti e Tu os libertaste e salvaste. Eu, por vezes, sinto-me como um verme e não um homem. Por vezes, sinto-me abandonado e desprezado por todos. Mas eu sei que Tu, que me tiraste do seio materno, Não me abandonas quando estou atribulado e não há quem me ajude. Tu, ó Senhor, não te afastes de mim, que estou só. Tu és o meu auxílio e, por isso, espero que me venhas socorrer. Senhor Jesus, concede-nos a graça de Te seguir no caminho da cruz todos os dias, certos da fidelidade do Pai, da força do Espírito que recebemos. Senhor Jesus, quando somos provados, vem em nosso auxílio e sustenta-nos. Faz com que o nosso orgulho não nos impeça de reconhecer as nossas quedas e de implorar a tua misericórdia que levanta e salva. Senhor Jesus, faz com que na prova e nas trevas do sofrimento, saibamos dirigir o nosso olhar suplicante para o Pai, a fim de entrever a luz da manhã Páscoa da Ressurreição.
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